Outro assunto importante neste livro é a alimentação, no referente ao macaco pelado parece variada, oportunista e culturamente influenciada. Porém, também aqui se verifica um certo número de princípios biológicos fundamentais.
De apanhar e comer fruta, este primata passou a caçar presas (procura esta mais complicada e cuidadosamente organizada). O macaco pelado, com a evolução para uma habitação fixa, começou a transportar para esta os alimentos, onde os consumia. Com isto, vários processos foram desencadeados de forma a harmonizar a vida social e alimentar deste primata. A maioria dos machos adultos da nossa sociedade foi afastada de qualquer função caçadora, substituindo-a pelo “trabalho”, que proporciona interacção masculina e actividades de grupo. Este conjunto de “trabalhadores” passa a ser designado por pseudocaçadores.
Há um acrescido sentimento emocional de “união” masculina, onde os membros estão ligados por uma fortíssima lealdade.
A caça, contudo, não foi totalmente extinta, mantendo-se esta actividade mesmo sem razões económicas (caça ao veado, à raposa, pesca, etc.), o que simboliza apenas manifestações contemporânias do velho instinto caçador. Existe a pretenção de que a verdadeira motivação destas actividades modernas relaciona-se mais com a derrota do rival do que com o abatimento da presa; porém, esta hipótese não pode ser aplicada a todas as pessoas, na medida em que a caça desportiva implica uma desvantagem auto-imposta, por parte dos caçadores, desvantagem essa que, provavelmente, não daríamos ao nosso rival.
Por outro lado, a caça tem um tremendo caracter de jogo, daí o autor considerar a atracção ao jogo do azar uma forma de manifestar o tal instinto caçador.
Ainda no âmbito da alimentação, Morris caracteriza a refeição propriamente dita do macaco pelado.
Os primatas típicos têm o hábito de comer a toda a hora, ininterruptamente; já os carnívoros típicos requerem grandes refeições e em pouco número. A nossa espécie, por sua vez, agarrou-se às horas de refeição bem estabelecidas, facto que o autor explicou como sendo um possível convívio social assegurado.
Relativamente ao aquecimento da comida antes de comer, a hipótese mais plausível era a de este processo intensificar e aumentar o sabor da comida. Os primatas mais remotos possuíam uma elevada sensibilidade ao paladar, saboreando a comida e alterando a sua dieta constantemente. Ao termos conservado essa sensibilidade, adquirimos a tendência para sermos gulosos, o que se manifesta pelo fraco pelos doces e por acabarmos as refeições com alguma substância doce para o sabor desta prevalecer após a ingestão de uma série complicada de alimentos com diversos paladares.
Com efeito, os alimentos têm duas componentes que influem a nossa atracção: o seu valor nutritivo e o seu paladar. Como é sabido, o paladar e o olfacto estão directamente relacionados. Os jovens até à puberdade sentem maior atracção olfactiva por doces e frutas; a partir da puberdade, por flores, óleos e almiscar; e os adultos, como o seu paladar está constantemente a ser hipersensibilizado, é desencadeada uma resposta alimentar exagerada.
Morris diferencia a alimentação dos primatas e dos carnívoros, caracterizando o primata como sendo oportunista, com uma dieta mais variada e menos nutritiva; já o carnívoro é visto como especialista, com uma dieta menos diversificada, mas mais nutritiva.
Nos últimos milhares de anos, as técnicas de obtenção de comida aperfeiçoaram-se consideravelmente (introdução de carne – valor nutritivo elevado), mas a situação inicial não se modificou (não abandonámos o variado regime dos primatas). Só a carne não seria suficiente para o grande aumento populacional; mas se toda a população se tornasse vegetariana, não seria qualitativamente insuficiente.
De apanhar e comer fruta, este primata passou a caçar presas (procura esta mais complicada e cuidadosamente organizada). O macaco pelado, com a evolução para uma habitação fixa, começou a transportar para esta os alimentos, onde os consumia. Com isto, vários processos foram desencadeados de forma a harmonizar a vida social e alimentar deste primata. A maioria dos machos adultos da nossa sociedade foi afastada de qualquer função caçadora, substituindo-a pelo “trabalho”, que proporciona interacção masculina e actividades de grupo. Este conjunto de “trabalhadores” passa a ser designado por pseudocaçadores.
Há um acrescido sentimento emocional de “união” masculina, onde os membros estão ligados por uma fortíssima lealdade.
A caça, contudo, não foi totalmente extinta, mantendo-se esta actividade mesmo sem razões económicas (caça ao veado, à raposa, pesca, etc.), o que simboliza apenas manifestações contemporânias do velho instinto caçador. Existe a pretenção de que a verdadeira motivação destas actividades modernas relaciona-se mais com a derrota do rival do que com o abatimento da presa; porém, esta hipótese não pode ser aplicada a todas as pessoas, na medida em que a caça desportiva implica uma desvantagem auto-imposta, por parte dos caçadores, desvantagem essa que, provavelmente, não daríamos ao nosso rival.
Por outro lado, a caça tem um tremendo caracter de jogo, daí o autor considerar a atracção ao jogo do azar uma forma de manifestar o tal instinto caçador.
Ainda no âmbito da alimentação, Morris caracteriza a refeição propriamente dita do macaco pelado.
Os primatas típicos têm o hábito de comer a toda a hora, ininterruptamente; já os carnívoros típicos requerem grandes refeições e em pouco número. A nossa espécie, por sua vez, agarrou-se às horas de refeição bem estabelecidas, facto que o autor explicou como sendo um possível convívio social assegurado.
Relativamente ao aquecimento da comida antes de comer, a hipótese mais plausível era a de este processo intensificar e aumentar o sabor da comida. Os primatas mais remotos possuíam uma elevada sensibilidade ao paladar, saboreando a comida e alterando a sua dieta constantemente. Ao termos conservado essa sensibilidade, adquirimos a tendência para sermos gulosos, o que se manifesta pelo fraco pelos doces e por acabarmos as refeições com alguma substância doce para o sabor desta prevalecer após a ingestão de uma série complicada de alimentos com diversos paladares.
Com efeito, os alimentos têm duas componentes que influem a nossa atracção: o seu valor nutritivo e o seu paladar. Como é sabido, o paladar e o olfacto estão directamente relacionados. Os jovens até à puberdade sentem maior atracção olfactiva por doces e frutas; a partir da puberdade, por flores, óleos e almiscar; e os adultos, como o seu paladar está constantemente a ser hipersensibilizado, é desencadeada uma resposta alimentar exagerada.
Morris diferencia a alimentação dos primatas e dos carnívoros, caracterizando o primata como sendo oportunista, com uma dieta mais variada e menos nutritiva; já o carnívoro é visto como especialista, com uma dieta menos diversificada, mas mais nutritiva.
Nos últimos milhares de anos, as técnicas de obtenção de comida aperfeiçoaram-se consideravelmente (introdução de carne – valor nutritivo elevado), mas a situação inicial não se modificou (não abandonámos o variado regime dos primatas). Só a carne não seria suficiente para o grande aumento populacional; mas se toda a população se tornasse vegetariana, não seria qualitativamente insuficiente.

Nenhum comentário:
Postar um comentário