segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Ficha de leitura “ Gene Egoísta”

Dados sobre a obra

Autor: Richard Dawkins

Titulo: O Gene Egoísta

Editor: Gradiva publicações, lda

Local e data de publicação: Lisboa, Junho 2003

Apreciação

Leu o livro na sua totalidade? Sim

Gostou do livro? Sim

Aconselha este livro a quem e porque?

Sim. Aconselho a quem quiser aprofundar conhecimentos sobre a evolução de um ponto de vista genético. É um livro de fácil leitura e compreensão e afasta-nos da realidade “simples” da teoria de evolução de Darwin.

Copie uma pequena frase ou excerto que tenha apreciado e que possa, em simultâneo, ser representativa do conteúdo do livro.

“Uma observação mais profunda, revela-nos, amiúde, que actos de altruísmo aparente são, na realidade, actos de egoísmo disfarçado”

Temas tratados no livro.

Mostra-nos o outro lado da evolução baseada apenas na genética. Explica e justifica a designação de gene egoísta, através do conceito dos termos contraditórios egoísmo/altruísmo, interligando-os com os conceitos de evolução e ao mesmo tempo renegando-os em detrimento do conceito de evolução de genes.

Estrutura Externa

-Capa: Existe alguma relação entre a capa e o contexto do livro? Qual?

Não. Contêm 4 imagens pequenas, um chimpanzé, uma ponte, uma garça e algo que nao compreendo. Nao é muito apelativo para quem nao conhece o essencial do livro.

Estrutura Interna

Como está dividido o texto do livro?

O livro está dividido em : Prólogo – Bibliografia – Prefácios (de 1976 e 1989) - 13 capitulos – Notas finais - Bibliografia

Gostou desta organização ou mudarias alguma coisa? O quê? Porquê?

Gostei da organização, tem vários capitulos que dividem bem os vários sub-temas.

Resumo:

Este livro, de Richard Dawkins, explica a teoria do “gene egoísta”. Para consolidar esta ideia o autor baseia-se na ideia de egoísmo e altruismo, e não procura defender o darwinismo.

Dawkins pretende mostrar que tudo no universo se encontra estável (sobrevivência do mais estável), e baseando-se em experiências ja realizadas e comprovadas transmite a sua ideia sobre a origem da vida na Terra.

Tendo como base de vida na Terra, moléculas que evoluiram para um estado mais complexo e por sua vez conseguindo obter uma grande capacidade de repliacação, estas são possivelmente os antepassados do DNA, que posteriormente conseguiu singrar e originou o desaparecimento de outras moléculas mais rudimentares. Com o aumento do número de moléculas inicia-se o processo de competição permitindo a evolução de formas mais estáveis e mais desenvolvidas, assim iriam aparecer as células.

Com o progredir do livro o autor explica a tese do gene como sendo uma unidade que permanece inalterada ao longo das gerações sucessivas, explicando para tal os processos de meioses, mitoses e recombinação e como as características de cada um são determinantes no resultante da combinação genética na reprodução sexuada dos individuos.

No terceiro capitulo é dada importância dos processos de recombinação e mutação. É tambem referida a importância do efeito inibidor que alguns genes têm para genes potencialmente letais para o organismo, estes que têm grande probabilidade de permanecer na população.

Nos capitulos seguintes são referidos vários métodos dos genes para sua protecção e continuação no fundo génico, a evolução de organismos simples para organismos mais complexos, competição entre espécies, as suas estratégias evolutivas, e a introdução do tema da selecção natural.

O autor refere de seguida exemplos de “altruismo” dos genes ( com o objectivo de beneficiar sua importância e seguimento no fundo génico da população), e revela a teoria de selecção de grupo, em que cada fêmea de cada espécie tem um número de crias diferentes dependendo do tamanho do grupo, para diminuir efeitos de competiçao entre os individuos desse mesmo grupo (maior número de elementos de um grupo – menor numero de crias).

Chegamos agora á explicação da teoria que deu o nome a esta obra, o número de crias por fêmeas ( ou por casal de progenitores) é regulado a nivel génico, tendo por finalidade que cada fêmea tenha um certo número de crias que possam criar, permitindo um aumento e propagação dos genes dos progenitores no fundo génico no grupo.

Nos capitulos finais são referidas as ideias de investimento parental sobre as suas crias, de um comportamento altruista reciproco, em que dois individuos se ajudam mutuamente em prol da sua sobrevivência na comunidade. E para finalizar são referidos os “memes” – unidades de trasmição cultural por processos de imitação. Estes, como os genes, tendem a evoluir de forma a se beneficiarem uns aos outros de modo a evoluirem e se propagarem na população.

Conclusão:

Indique três boas razões para aconselhar um colega a ler o livro:

1ª - É um livro bastante interessante, de fácil leitura e compreensão.

2º - Para quem não gosta ou não se interessa por genética o livro é ilucidativo com exemplos práticos para defender os conceitos falados.

3ª - O autor vai comentando, criticando e explicando as suas criticas a outros autores, o que nos simplifica a compreesão das suas ideias.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Yei..

Tanto trabalho para nada...

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Fim...

XARAAAAAAAAAAN!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! XD

Está feito!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! YEAH!!!!!!!!

Créditos finais!!

Até agora falamos bastante do comportamento inter-específico do macaco pelado, vamos agora focar-nos no comportamento com outras espécies, comportamento interespecífico.

Podem encarar-se os outros animais de cinco maneiras: presas; simbiontes; competidores; parasitas ou perseguidores. Falando da nossa espécie, o nosso leque de presas é enorme, basicamente a nossa natureza omnívora, ao longo dos tempos, levou-nos a comer de tudo. Quanto aos seres simbiontes temos imensos exemplos, sendo dos melhores o cão, que já à muitos milhares de anos que nos usamos dele para nossa prol, temos também os pombos-correio ou o burro como grandes exemplos. Já para competidores, é praticamente impossível alguma espécie competir comnosco e não ser eliminada. Os nossos avanços na ciência médica estão sempre a evoluir, ou seja, conseguimos eleminar vários parasitas ( pulgas como exemplo). Finalmente, os perseguidores, mas nós nunca constituímos uma componente fundamental na dieta de qualquer espécie.

Hoje em dia todos nós temos animais favoritos e animais dos quais não gostamos ou temos medo. Isso começa desde bem cedo, de criança. Para esta escolha as expressões faciais dos animais contam muito, por exemplo, um leão a bocejar ou um gato bébé a bocejar. Também são referidas duas leis que formularam para a popularidade dos animais, são elas: “ A popularidade de um animal varia na razão directa do número dos respectivos aspectos antropomórficos” e “A idade da criança é directamente proporcional ao tamanho do animal preferido”
Quanto aos animais mais detestados, são a maioria das vezes os mais perigosos, como por exemplo, cobras, aranhas, crocodilo ,rinoceronte, etc.
São estes os amores e os ódios que nós sentimos quando encontramos ou contemplamos as outras espécies. Associados aos nossos interesses económicos, cientificos e estéticos, contribuem para formar uma implicação interespecífica singularmente complexa, que se vai modificando à medida que envelhecemos.



Para finalizar, a principal ideia em que o autor se foca é que apesar de todos os nossos progressos tecnológicos, continuamos a ser sobretudo um simples fenómeno biológico. Continuamos a ser humildes animais sujeitos a todas as leis básicas de comportamento animal.

continuação 3

O autor também confere elevada importância ao conforto, alcançado por determinadas acções por parte do macaco pelado. Desmond Morris critica a desvalorização das acções de limpeza em detrimento de outras como a alimentação, luta, fuga e acasalamento, pois considera que as primeiras são vitais, como por exemplo, na manutenção do calor do corpo, fuga a predadores, para evitar infecções e parasitas, etc.

A catadela social surgiu devido à dificuldade que os primatas apresentavam em catar e tratar do seu pêlo ao nível das costas, pescoço e braços. Assim, esta actividade cooperativa e não agressiva despertou visando o bem dos próximos. Actualmente, é mais de ordem social do que propriamente estética (reforçar laços de amizade) e como reforço dos estalidos dos lábios (forma de interacção a nível sonoro, que pode servir como dispositivo de apaziguamento ou tranquilizante). Estes últimos foram substituídos pelo sorriso no macaco pelado e a catadela social foi substituída por vocalizações verbais.
O autor considera quatro níveis de conversa: conversa informativa (nomear objectos, referir o passado, o presente e o futuro), conversa (confirmação verbal dos nossos sentimentos), conversa (falar por falar; conversa estética ou por brincadeira) e conversa (cavaco cortês e sem sentido dos encontros sociais). Este último é visto como um reforçamento do sorriso acolhedor e mantimento do ajustamento social, e desenrola-se durante os encontros sociais; é neste tipo de conversa que o autor se foca mais.

Outro aspecto fulcral deste ponto é a progressão apenas dos macacos pelados, pela catadela social, em assistência médica. Dando como exemplo fundamental o chimpanzé, que cuidam de ferimentos físicos, extraem espinhos, etc, aos membros da sua população. Esta assistência médica cooperativa é mais do que catadela social. A espécie humana, com a sua inteligência e cooperação, desenvolveu-a a um nível mais complexo.

Falando agora da temperatura corporal adequada, que nos mamíferos é constante e elevada, e que aumenta muito a nossa eficiência fisiológica, esta não pode varia mais do que 1º-1,5º C, independentemente da temperatura ambiente.
Se a temperatura exterior varia demasiadamente sentimos logo um desconforto agudo e são desencadeadas respostas voluntárias e automáticas para estabilizar a temperatura. Se o ambiente aquece demais, dá-se a vasodilatação que aumenta a temperatura corporal e favorece a perda de calor através da pele, estimulando-se a sudação (glândulas sudoríparas). Se o ambiente arrefece em demasia, dá-se a vasoconstrição (ajuda a conservar o calor) e arrepios (chegam a produzir três vezes mais calor do que em repouso).
Através de alguns métodos culturais somos capazes de combater a perda de calor (fogo, roupa, isolamento das habitações) e combater o aumento de temperatura (ventilação e refrigeração). Contudo, nada disto altera a temperatura do corpo, mas sim do ambiente exterior.

Apelando à complexidade da sudação, Desmond Morris explica que certas respostas das glândulas sudoríparas não estão relacionadas com ou somente com a temperatura, reagindo estas também a outros estímulos, nomeadamente de foro emocional. Por exemplo, as glândulas sudoríparas das palmas dos pés e das mãos apenas respondem a estímulos de foro emocional, enquanto que as das axilas e da testa respondem quer a estímulos de foro emocional quer a nível da temperatura.

continuação 2

Outro assunto importante neste livro é a alimentação, no referente ao macaco pelado parece variada, oportunista e culturamente influenciada. Porém, também aqui se verifica um certo número de princípios biológicos fundamentais.

De apanhar e comer fruta, este primata passou a caçar presas (procura esta mais complicada e cuidadosamente organizada). O macaco pelado, com a evolução para uma habitação fixa, começou a transportar para esta os alimentos, onde os consumia. Com isto, vários processos foram desencadeados de forma a harmonizar a vida social e alimentar deste primata. A maioria dos machos adultos da nossa sociedade foi afastada de qualquer função caçadora, substituindo-a pelo “trabalho”, que proporciona interacção masculina e actividades de grupo. Este conjunto de “trabalhadores” passa a ser designado por pseudocaçadores.
Há um acrescido sentimento emocional de “união” masculina, onde os membros estão ligados por uma fortíssima lealdade.

A caça, contudo, não foi totalmente extinta, mantendo-se esta actividade mesmo sem razões económicas (caça ao veado, à raposa, pesca, etc.), o que simboliza apenas manifestações contemporânias do velho instinto caçador. Existe a pretenção de que a verdadeira motivação destas actividades modernas relaciona-se mais com a derrota do rival do que com o abatimento da presa; porém, esta hipótese não pode ser aplicada a todas as pessoas, na medida em que a caça desportiva implica uma desvantagem auto-imposta, por parte dos caçadores, desvantagem essa que, provavelmente, não daríamos ao nosso rival.
Por outro lado, a caça tem um tremendo caracter de jogo, daí o autor considerar a atracção ao jogo do azar uma forma de manifestar o tal instinto caçador.

Ainda no âmbito da alimentação, Morris caracteriza a refeição propriamente dita do macaco pelado.
Os primatas típicos têm o hábito de comer a toda a hora, ininterruptamente; já os carnívoros típicos requerem grandes refeições e em pouco número. A nossa espécie, por sua vez, agarrou-se às horas de refeição bem estabelecidas, facto que o autor explicou como sendo um possível convívio social assegurado.
Relativamente ao aquecimento da comida antes de comer, a hipótese mais plausível era a de este processo intensificar e aumentar o sabor da comida. Os primatas mais remotos possuíam uma elevada sensibilidade ao paladar, saboreando a comida e alterando a sua dieta constantemente. Ao termos conservado essa sensibilidade, adquirimos a tendência para sermos gulosos, o que se manifesta pelo fraco pelos doces e por acabarmos as refeições com alguma substância doce para o sabor desta prevalecer após a ingestão de uma série complicada de alimentos com diversos paladares.
Com efeito, os alimentos têm duas componentes que influem a nossa atracção: o seu valor nutritivo e o seu paladar. Como é sabido, o paladar e o olfacto estão directamente relacionados. Os jovens até à puberdade sentem maior atracção olfactiva por doces e frutas; a partir da puberdade, por flores, óleos e almiscar; e os adultos, como o seu paladar está constantemente a ser hipersensibilizado, é desencadeada uma resposta alimentar exagerada.

Morris diferencia a alimentação dos primatas e dos carnívoros, caracterizando o primata como sendo oportunista, com uma dieta mais variada e menos nutritiva; já o carnívoro é visto como especialista, com uma dieta menos diversificada, mas mais nutritiva.
Nos últimos milhares de anos, as técnicas de obtenção de comida aperfeiçoaram-se consideravelmente (introdução de carne – valor nutritivo elevado), mas a situação inicial não se modificou (não abandonámos o variado regime dos primatas). Só a carne não seria suficiente para o grande aumento populacional; mas se toda a população se tornasse vegetariana, não seria qualitativamente insuficiente.

continuação

Após a apresentação da teoria da origem do macaco pelado, Desmond Morris foca-se no comportamento sexual: do acto base dos primatas para a nossa muitíssima complexa actividade sexual.

Somos a espécie com a actividade sexual mais intensa em todos os primatas. Resulta de uma mistura complicada de origens primatas e progressivas modificações carnívoras. Durante a evolução para animal de casa fixa, juntou-se aos pares e começou a usar indumentária para tapar os orgãos genitais, passou a ser um acto íntimo. Desde então que a base sexual é a mesma, tomando por exemplo: se seleccionassemos um grupo de 20 famílias sub-urbanas e as colocassemos num ambiente subtropical primitivo, onde os machos iriam caçar, a estrutura sexual dessa tribo precisaria de poucas ou nenhumas modificações, ou seja, temos intacto o antigo sistema sociossexual.

Tirando estas observações importantes, o resto do capítulo fala muito de pormenores do acto em si que, sinceramente, não se inglobam bem no fundamentar da evolução do macaco pelado.

A etapa seguinte é o crescimento. E para o macaco pelado a criação dos filhos é um encargo muito mais pesado do que para qualquer outro animal. O tempo de aprendizagem é muito extenso, possibilitando um grande período de ensinamento e desenvolvimento por parte da criança. Sendo assim, o nosso cérebro foi aumentado de tamanho e fomos progressivamente alvo de novas aprendizagens e conhecimentos que foram passados á descencência. Com a nossa inteligência e capacidade para aprender fomo-nos distânciando cada vez mais dos outros animais em termos de capacidade mental. Posto isto, tornamo-nos capazes de desenvolver uma linguagem/capacidade de comunicação que nos permitiram criar expressões faciais únicas e principalmente o choro, o riso e o sorriso.

De seguida, temos a fase de exploração, em que os infantis tentam obter o máximo de interacção com o mundo à sua volta, e isto só ajuda a que eles obtenham uma melhor aprendizagem e um mais vasto conhecimento que lhes permite evoluir como ser. Isto ocorre com animais oportunistas como nós, porque animais especialistas se têm algo que lhes permita sobreviver não exploram (ex: papa formigas, koala).

Neofilia é o termo que se usa para caracterizar o amor pelo que é novo, a vontade que temos pela novidade, e nós (primatas) temos várias actividades que nos oferecem um imenso potencial exploratório como, por exemplo, o desenho, o canto, a dança, diversos jogos básicos, a escrita, o simples fazer barulho com qualquer instrumento que encontremos, tudo isso demostra e potencia a nossa capacidade de aprender.
Também há indivíduos que tiveram falta de afecto enquanto crianças ou outro tipo de problemática, que se refugiam no que é conhecido e que fogem de novas experiências. Estes indivíduos encontram-se bastante limitados e de certeza que tiveram problemas em fases iniciais da sua vida, problemas por exemplo de falta de afectividade materna.
Mas um indivíduo tem de ter “níveis” de neofilia e neofobia equilibrados, pois senão vejamos: se um individuo não demosntrar neofilia, estagna, mas se um indivíduo não for minimamente neofóbico pode-se atirar de cabeça para o desconhecido/desastre!


Seria impossível não falar também do instinto agressivo que estabelece relações hierárquicas e permite a defesa contra indivíduos de outras espécies. Ou seja, os animais lutam entre si por duas razões: por domínio, numa hierarquia social, ou por direitos territoriais. Algumas espécies são puramente hierárarquicas, sem territórios fixos, outras são puramente territoriais. Outras, ainda, encaram as duas formas de agressão, por exemplo, nós humanos, que da nossa “parte primata” lutamos pelo sistema hierarquico e da nossa “ parte carnívora” pelo sistema territorial.
Existem vários sinais de agressividade, como danças, movimentos corporais, vocalizações, rubor em certas zonas do corpo, ou marcas no corpo.

"O Macaco Nu" - Objectivo e "Origem" (cap.I)

Livro “ O Macaco Nu” de Desmond Morris

O objectivo do autor neste obra é de tentar introduzir novos esclarecimentos sobre a natureza complexa da nossa extraordinária espécie. Desmond Morris utiliza, para esse fim, um método simples e realista para explicar o comportamento humano, aplicou as teorias de Biologia (Etologia e Zoologia, principalmente) utilizadas, normalmente, com os animais, ditos irracionais, no ser humano, como ele denomina de macaco pelado.

Na sua visão os grupos tribais, que ainda hoje existem, não são primitivos, mas sim estupidificados por uma sociedade que se julga bastante diferente e com modos comportamentais muito mais evoluídos.

Para começar deu um exemplo de uma espécie de esquilo que era desconhecida, nunca tinha sido encontrada com tais características e que tinha de ser estudado desde o início (todas as suas características mais simples e directamente observáveis) para se poder chegar a conclusões do porquê de possuir características que outros representantes da sua espécie não apresentavam, o porquê da evolução ter beneficiado estes caracteres, quais as suas vantagens no seu habitat, etc.

Para isto foram compará-lo com outras espécies semelhantes. E foi isto que o autor fez com “o seu” macaco pelado.

Passou-se, então, à etapa de descodificar as origens dos primatas, grupo no qual nós pertencemos.

Quando o mundo ainda era dominado pelos grandes répteis, os mamíferos desse tempo eram pequenos e viviam escondidos pelas florestas, pois eram presas fáceis para os grandes carnívoros da altura. Com a extinção destes, os pequenos mamíferos puseram-se a explorar novos territórios e a crescer sob muitas formas estranhas. Primeiramente, o mundo das árvores foi dominado por mamíferos, mas os antepassados do macaco pelado arriscaram e saíram da protecção das árvores para a competição árdua com os outros animais terrestres. Tornaram-se, assim, macacos caçadores, aprendendo técnicas de caça de carnívoros. Cada melhoramento estimulava outro aperfeiçoamento; o seu cérebro ia crescendo e os seus pontos fracos físicos eram compensados pela sua intelegência; a sua vida social ia fotalecendo progressivamente. Este primata mais remoto foi evoluindo desde “macaco da floresta” para “macaco terrestre”; deste para “macaco caçador”; passando para “macaco territorial”; e, por fim, para “macaco culto”.

Efectivamente, para Desmond Morris, é assim que se explica a origem do macaco pelado.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Egoísta

Macaco egoísta...grande junção de dois titulos de livros que irei ler dentro de 5...4...3...2...1... semana. "Macaco Nu" e "O Gene Egoísta".
Irei acrescentar comentários sobre estas duas obras, quando as acabar de ler. ;)